Effective Ship Anchoring: Steps for Stability & Safety

A ancoragem é uma importante operação marítima que ajuda um navio ou embarcação a permanecer parado em um determinado ponto. Quando ancorados, os navios não se afastam, mesmo transportando milhares de toneladas de carga. Essa técnica é utilizada quando um navio está afastado do cais e precisa permanecer parado. A ancoragem eficaz de navios é uma operação marítima crucial no setor marítimo.

 

A ancoragem é um processo amplamente utilizado para manter o navio ou embarcação seguro na água. No entanto, se a ancoragem falhar, o navio pode ser levado pela correnteza em caso de ventos fortes ou mau tempo. Se as condições climáticas forem adversas, esse desvio pode até mesmo causar acidentes, já que os navios podem colidir uns com os outros. Neste artigo, abordarei tudo sobre a ancoragem e como você pode utilizá-la para manter o navio estável. Vamos começar.

 

O que é a ancoragem de navios?

O que é a ancoragem de navios

Antes de abordar dicas úteis, vou ajudá-lo a entender os conceitos básicos sobre como ancorar um navio. 

 

A ancoragem é o processo de manter-se estável e imóvel em um determinado local por meio do lançamento de uma âncora. Essa âncora penetra no leito marinho e se fixa nele. Dessa forma, ela mantém o navio estável e impede que ele seja levado pela correnteza. Essa âncora depende de suas correntes, que a mantêm conectada ao navio e impedem que ela seja levada pela correnteza.

 

Como vocês sabem, os navios e embarcações permanecem na água por dias a fio sem atracar, certo? Durante a viagem, esses navios também enfrentam tempestades violentas, ventos e ondas. Essas ondas podem desestabilizar o navio e fazer com que ele se desvie da rota. É aí que a ancoragem se torna essencial. O navio ou embarcação lança âncora no mar. 

Essa âncora é um bloco de metal que se crava no fundo do mar e se fixa nele. Dessa forma, a âncora imobiliza o navio e impede que ele seja levado pela correnteza ou se afaste. Às vezes, os navios também ancoram perto do cais ou do porto, especialmente quando há mais tráfego no porto. O capitão usa uma âncora para manter o navio parado. Isso ajuda a evitar acidentes causados por colisões entre navios. 

 

Durante a ancoragem, são utilizados diversos componentes. Entre eles estão:

 

  • Âncora
  • Correntes de âncora
  • Tubo de hawse e guincho 
  • Compartimento da corrente e travador
  • Manilha e giratório para âncora 

 

Lembre-se de que as correntes de âncora são tão resistentes que suportam forças intensas quando um navio tenta ser levado pela correnteza. No entanto, o peso da âncora e sua capacidade de cravar-se no fundo não permitem que os navios se afastem. Lembre-se de que existem diferentes tipos de âncoras utilizadas na fixação operações. Entre elas estão as âncoras sem haste, as âncoras de lâmina e as âncoras de arado, entre outras. A âncora de arado é mais potente, pois oferece excelente capacidade de fixação mesmo em fundos marinhos instáveis.

 

Etapa prática: Processo eficaz de ancoragem de navios 

 

Como mencionei acima, pequenos erros podem levar a acidentes marítimos desastrosos. Por quê? Imagine que a ancoragem de um navio falhe por qualquer motivo. Como resultado, o navio continuará à deriva e se movendo sem qualquer controle. Esse navio ficará fora de controle e colidirá com navios próximos ou outras estruturas. Consequentemente, haverá graves danos aos navios. 

 

É por isso que uma ancoragem eficaz do navio é muito importante. Na seção a seguir, abordarei as etapas que o ajudarão a corrigir a ancoragem do navio.

 

1- Local ou ponto de ancoragem correto

Local ou ponto de ancoragem correto

Antes de iniciar o processo de ancoragem, você deve primeiro analisar o local. Como você sabe, existem diferentes tipos de fundo marinho. Algumas rochas do fundo marinho são compostas por pedra. Esses fundos marinhos são duros e não permitem que a âncora se fixe ou se crave. Como resultado, a âncora fica se arrastando quando o navio ou embarcação é exposto a ventos fortes ou ondas. 

 

Em vez de ficar parado, o navio será levado pela correnteza, arrastando a âncora atrás de si. Você deve encontrar um local onde o fundo do mar não seja rochoso e seja um pouco mais macio (do tipo argiloso). Esse tipo de fundo permitirá que a âncora se crave e se fixe bem. Uma âncora bem fixada manterá o navio parado mesmo em condições climáticas adversas. Além disso, a profundidade da água no local onde você vai ancorar deve ser adequada.

 

2- Leve sempre em consideração a profundidade do fundo do mar e o vento 

 

A profundidade do leito marinho é outro fator importante a ser considerado. Existem vários dispositivos disponíveis para medir a profundidade do leito marinho. Vale ressaltar que a profundidade do leito marinho determina diretamente o comprimento da corrente de âncora que deve ser utilizada. Se você não levar em conta a profundidade, pode acabar lançando uma corrente de âncora mais curta do que o necessário. 

 

Como resultado, a âncora não alcançará o fundo do mar para se fixar. Assim, a âncora continuará se arrastando em vez de se fixar no fundo do mar. Além disso, você também deve levar em consideração a direção do vento e a intensidade da corrente. O ideal é que sua embarcação esteja voltada para o vento quando estiver ancorada. Ignorar a direção do vento, a intensidade da corrente ou a profundidade do fundo do mar prejudicará a ancoragem.

 

3- Posicionamento correto e redução da velocidade (com o objetivo de parar)

 

Como mencionei acima, sua embarcação deve ficar de frente para o vento ao ancorar. Para isso, você deve posicioná-la corretamente. Lembre-se de que, quando uma embarcação fica de frente para o vento, sua velocidade diminui automaticamente devido à resistência do ar. Além disso, você também deve reduzir a velocidade da sua embarcação. Antes de ancorar, a velocidade da embarcação não deve ser superior a 0,3 a 0,5 nós. A velocidade deve ser reduzida gradualmente antes e durante a ancoragem. Após algum tempo, o navio acabará parando em uma posição, mas continuará se deslocando levemente até que você lance a âncora.

 

4- Lançar a âncora e usar o comprimento correto de corrente

Lance a âncora e use o comprimento correto de corrente

De modo geral, dizem os especialistas em navegação: “Lance a âncora”. Mas isso não significa jogar a âncora (um dispositivo pesado de metal) no fundo do mar. Em vez disso, a âncora é baixada de maneira controlada, de modo que alcance o fundo do mar. Uma abordagem brusca, como jogar a âncora, não é segura. Correntes de âncora são as peças que ligam o navio à âncora. 

 

Muitas pessoas ficam confusas sobre quanto de corrente de âncora devem usar (desenrolar). Recomendo usar uma corrente com comprimento de 4 a 7 vezes a profundidade da água. Por exemplo, se a profundidade da água for de 10 metros, você deve soltar de 40 a 70 metros de corrente. Lembre-se de que essas correntes longas garantem a segurança do navio e das embarcações. Correntes de âncora muito curtas podem fazer com que a âncora se arraste, o que não é bom.

 

Destaque rápido: Embarcações de grande porte geralmente possuem duas âncoras. Essas duas âncoras são lançadas quando a embarcação precisa permanecer no local por um período mais longo. Se a permanência for mais curta, uma âncora é suficiente para manter o navio estável. No entanto, lançar a segunda âncora é semelhante a lançar a primeira. Contudo, você só deve lançá-la se a primeira âncora falhar ou se a permanência for por um longo período.

 

5- Ligeiro impulso reverso para obter melhores resultados

 

Como mencionei anteriormente, a âncora é lançada e se crava no fundo do mar. Se essa âncora não se fixar firmemente no fundo do mar, as chances de ela se arrastar são altas. Portanto, você deve aplicar um pequeno impulso reverso no seu navio ou embarcação. Isso resultará em uma força para trás que garante que a âncora se crave no fundo do mar. Assim que a âncora se fixar firmemente, ela oferecerá excelente poder de retenção. O navio ou embarcação não irá à deriva nem se afastar, o que é uma vantagem significativa.

 

6- Cadeia de âncora segura e monitoramento 

 

O impulso reverso gera uma força para trás que permite que a âncora se fixe no leito marinho. Feito isso, a última etapa é prender a corrente da âncora usando um travador de corrente. Isso fixa a corrente da âncora e impede que ela se solte sob cargas repentinas. Nessa fase, seu navio ou embarcação estará perfeitamente ancorado. 

 

No entanto, você deve continuar monitorando o navio após a ancoragem. Isso garante que o navio não se desloque em nenhuma circunstância. O monitoramento serve para sua tranquilidade, já que os navios geralmente não se deslocam quando estão ancorados corretamente. Como você sabe, no mar, não dá para confiar apenas na visão a olho nu para verificar se o navio está se movendo ou se deslocando de sua posição de ancoragem, certo? 

 

Isso pode ser ainda mais difícil à noite. É aí que ferramentas avançadas se tornam úteis para monitorar o navio ou embarcação ancorado(a). Para esse monitoramento, recomendo o uso de ferramentas de GPS. Curiosamente, existem várias maneiras de monitorar a posição de um navio quando ele está ancorado. No entanto, o uso de dispositivos GPS proporciona um posicionamento preciso da embarcação. Se o navio estiver se deslocando lentamente, você deve verificar novamente a âncora para ver se ela está se arrastando.

 

Perguntas frequentes

 

Qual é a finalidade da corrente de âncora?

O objetivo das correntes de âncora é conectar a âncora ao navio. Essas correntes são utilizadas para soltar a âncora no leito marinho. Elas também são úteis para garantir que a âncora se crave no leito marinho por meio de sua tração horizontal.

 

O que acontece se a fixação for feita de maneira incorreta?

Se a ancoragem for feita incorretamente, o navio ou embarcação não permanecerá parado. Em vez disso, a âncora continuará se arrastando, resultando em uma deriva descontrolada do navio. Esses navios podem colidir com embarcações próximas, causando acidentes graves.

 

A ancoragem e a amarração são feitas da mesma forma?

Não. Ancorar e atracar são coisas diferentes operações marítimas. A ancoragem é feita lançando uma âncora para manter os navios no lugar. A amarração é feita por meio de uma corda de amarração amarrada a bóias para uma permanência temporária. Ambas ajudam os navios a permanecerem no mesmo lugar, mas funcionam de maneira diferente.

 

Conclusão

 

Vamos concluir: a ancoragem é um processo importante, mas, se for feita de maneira incorreta, pode causar mais danos do que benefícios. Muitos marinheiros cometem erros na ancoragem e, em seguida, percebem que seus navios estão à deriva, apesar de estarem ancorados. É por isso que escrevi este artigo para discutir todas as etapas essenciais envolvidas na ancoragem de um navio, a fim de manter a estabilidade e a segurança. 

 

Lembre-se de que ancorar um navio não é um processo que se resume a uma única etapa. Pelo contrário, há diferentes etapas envolvidas que garantem a permanência tranquila dos navios no mar. Pequenos erros na ancoragem podem fazer com que o navio se desvie. É essencial seguir todos os protocolos ao ancorar. Cada etapa discutida acima é igualmente importante para a segurança e a estabilidade dos navios.